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O impacto da arquitetura no sucesso do seu restaurante

Postado por Casa Antiga em 29 de maio de 2019
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Este pensamento não é apenas falso, como também pode custar caro para o empresário. Restaurantes são muito mais do que um espaço com mesas e cadeiras, e para projetá-los arquitetonicamente é necessária uma visão clara sobre o negócio, a operação, o público alvo, os movimentos de mercado, e sobre produtos e serviços. Todos estes elementos constituem o que chamamos de conceito, e é este conceito que irá influenciar e direcionar a arquitetura e interiores do restaurante.

Existem premissas que são praxe: materiais fáceis de limpar e reparar ou repor, bom custo-benefício, etc. Porém outras são mais complexas e necessitam de um conhecimento dos processos operacionais e do produto final que será servido para decidir a melhor interferência no espaço.

Um exemplo claro são os fluxos de abastecimento, descarte e serviço dentro do restaurante, que devem ser projetados de acordo com o tipo de cliente, produto servido, atendimento ofertado e localização geográfica do estabelecimento. E na maioria das vezes, o arquiteto por não ter uma experiência operacional nos espaços gastronômicos não compreende a dinâmica do negócio.

Outro ponto essencial é que a arquitetura reflita a marca e o produto projetado e vice-versa;

Outro ponto essencial é que a arquitetura reflita a marca e o produto projetado e vice-versa; para que as ações de marketing e comunicação sejam coesas e coerentes com a mensagem enviada ao público alvo e que quando este público acessar o restaurante ele identifique claramente o que ele viu como propaganda. A desconexão entre estes elementos pode causar uma sensação subjetiva de falsidade e afastar clientes.

Neste processo todo, visto que é um grande investimento, é crucial que o empreendedor busque um consultor de alimentos & bebidas ou gastronômico com experiência operacional para trabalhar em conjunto com o arquiteto em nivelar as demandas estéticas, construtivas e arquitetônicas com aquelas que são do ponto de vista operacional: display de produtos, abastecimento, descarte, exaustão, limpeza, entre outros.

Um terceiro ponto para que a arquitetura e o negócio sejam projetados de mãos dadas é o não envolvimento emocional e pessoal dos proprietários do restaurante no processo.

Suas considerações são fundamentais, contato que não desviem o propósito mercadológico da arquitetura, decoração e interiores para um propósito pessoal e íntimo. Este desvio pode gerar uma arquitetura que não se comunica nem se conecta com o público alvo, dificultando assim as ações para aumento de faturamento e vendas.

Os perfis de consumidores também determinarão o estilo e a escolha de cores, materiais, revestimentos, móveis, iluminação e a decoração final do espaço. Neste contexto, a união entre arquitetura, consultoria, e o DNA dos proprietários poderá criar um espaço único, com forte personalidade e conexão emocional.

Cada público tem hábitos específicos e o mesmo público pode apresentar perfis de consumos diferentes, influenciados por seus pares, momento do dia, associados com públicos secundários, ou por desempenho econômico, noticias etc.

Com o crescimento de viagens internacionais e contato com negócios gastronômicos muito bem projetados, podemos dizer que o consumidor ficou mais exigente; visto pelo efeito “gourmetização” que cresceu no mercado nos últimos anos. Este efeito é reflexo da união entre negócio, produto, serviço e experiência do cliente; e agora com este momento de crise, a exigência passou a ser dupla: os consumidores não querem abrir mão da qualidade conquistada, porém desejam gastar menos pelos mesmos serviços.

De uma forma geral, cada vez mais restaurantes estão surgindo com um excelente conceito geral que une: negócios, operação, infraestrutura / arquitetura e experiência do cliente, elevando assim o nível da competição.

Além de outras forças do mercado e economia como: contato com outras culturas, novas tendências, instantaneidade cultural via internet, perfis de consumos cada vez mais complexos e exigentes.

Todos estes elementos tornam a assertividade da proposta de um restaurante mais difícil e torna-se mais complexo ainda projetarmos espaços arquitetônicos plásticos e mutáveis o suficiente para se adaptarem ao ritmo das mudanças, por isso a cenografia e a capacidade de espaços móveis, transformacionais, de acordo com períodos do dia, são o futuro dos restaurantes.

O grande desafio é a capacidade de adaptar, se reinventar dentro do mesmo espaço, sem perder a conexão entre marca, produto, valor e experiência ofertada; e mais ainda em um espaço que é físico e fixo; e os restaurantes que conseguirem se tornar verdadeiros espaços “camaleão” terão mais facilidade para conquistar uma gama maior de público, perfis de consumos distintos e tickets médios para períodos diferentes do dia, criando assim receitas complementares à sua atividade principal.

 

Fonte: Administradores.com

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